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Assinatura de Lemmo Lemmi, ilustrou o primeiro livro infantil de Monteiro Lobato, A Menina do Narizinho Arrebitado, em 1920. São dele também os desenhos da primeira edição de O Sacy (1921). Já para Fábulas de Narizinho e Fábulas, livros que vieram a seguir, Voltolino usou com maestria a técnica de silhuetas.
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https://issuu.com/sescsp/docs/sesc_sao_jose_dos_campos_ilustrador
O alemão Kurt Wiese, que viveu no Brasil por três anos, ilustrou cinco livros de Monteiro Lobato. Wiese, que dominava várias técnicas de ilustração, deu dinamismo aos livros com sequências ao jeito dos quadrinhos, conforme podemos ver em A Caçada da Onça (1924). Em 1927, Kurt Wiese imigrou definitivamente para os Estados Unidos, onde escreveu e ilustrou 20 livros infantis de criação própria e desenhou para outras 300 publicações, de vários autores. O reconhecimento internacional veio em 1929 com Bambi, do austríaco Felix Salten.
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O paulistano Sebastião de Camargo Borges, o Nino, estudou desenho com o professor Benjamin Constant Mello e, ao desenvolver a carreira, foi muito influenciado pelos desenhos de Walt Disney. Com traço vivo e nervoso, ilustrou três livros de Lobato: Aventuras do Príncipe, A Cara de Coruja e O Gato Félix. Sua “feiosa” Emília, como aparece em Aventuras do Príncipe, encabeça uma galeria de personagens com perfis irregulares.
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Além de caricaturista, desenhista e pintor, Benedito de Barros Barreto (1897-1947), o Belmonte, foi jornalista e historiador. Lobato o tinha como “artista integral”. Os desenhos bem acabados de Belmonte ajudaram a popularizar no Brasil o estilo art déco e a fixação pelos detalhes, “paciente labor de reconstituição documentária”, está presente nas estampas e cortes das roupas. Em A Reforma da Natureza, Belmonte mostrou ditadores, reis e presidentes em uma discussão pela paz. (Dona Benta e Tia Nastácia não tardariam a chegar à reunião).
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O “brasileirismo” do ilustrador Jean Gabriel Villin (1906-1979) sempre impressionou Monteiro Lobato. Nascido na França e naturalizado brasileiro, Villin foi um espécie de cartógrafo lírico da geografia lobatiana, concentrado não somente na caracterização dos personagens, mas na ambientação profunda do mundo caipira. Villin chegou ao Brasil em 1925, aos 19 anos, para trabalhar como desenhista numa fábrica de louças, em Porto Ferreira (SP). Mudou-se depois para a cidade de São Paulo, onde fez carreira na publicidade. Segundo ele, “Lobato possuía uma grande sensibilidade artística e, embora deixasse o ilustrador à vontade, sabia perfeitamente o que convinha para os seus livros”.
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Jurandyr Ubirajara Campos (1903-1972) ilustrou o maior número de livros de Monteiro Lobato. Desenvolveu seu talento nas pranchetas do jornal The New York Times, em Nova York, em temporada de estudo e trabalho nos Estados Unidos. Após sua volta ao Brasil, em 1930, debruçou-se nos personagens do Sítio, promovendo uma competente releitura da obra pioneira de Voltolino. A estada do ilustrador nos EUA coincide com a de Monteiro Lobato, que foi adido comercial do Consulado Brasileiro em Nova York. Foi nesse período que J.U. Campos casou-se com Martha, filha de Lobato, dando ao escritor a neta Joyce. No Brasil, com o incentivo do sogro, o ilustrador passou a se dedicar à pintura e suas obras receberam inúmeros prêmios e láureas. Reproduções de pranchas coloridas a óleo de J.U. Campos acompanham todos os volumes da obra completa de Lobato.
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