Poderão participar estudantes:
I — matriculados na rede municipal de ensino de Taubaté;
II — com idade entre 11 e 15 anos na data da inscrição;
III — devidamente autorizados por seu responsável legal.
A participação é gratuita.
A participação será exclusivamente individual.
Cada ilustração deverá ser criada por um único estudante. Não serão aceitos trabalhos coletivos.
Cada estudante poderá inscrever até três ilustrações.
O envio de mais de uma ilustração não garante que todas sejam selecionadas para o livro.
O Ler Mais Lobato é um projeto de leitura e criação artística voltado a estudantes de 11 a 14 anos da rede pública de ensino de Taubaté.
A proposta é aproximar os alunos da obra infantil de Monteiro Lobato de um jeito criativo. Depois de ler um trecho, cada estudante é convidado a imaginar as cenas, os personagens e os lugares da história — e a transformar essa imaginação em uma ilustração.
Para isso, serão selecionados trechos de livros de Lobato que apresentam aventuras, personagens e situações com grande potencial visual. Cada aluno poderá escolher o trecho que mais despertar sua imaginação e criar uma imagem a partir dele. A técnica é livre: cada ilustração poderá mostrar uma maneira única de interpretar a história.
Depois, os trabalhos passarão por uma curadoria. Algumas ilustrações serão selecionadas para fazer parte de uma publicação do projeto, reunindo leitura, arte e a criatividade dos estudantes.
O Ler Mais Lobato acredita que ler também é imaginar, criar e encontrar novas maneiras de contar uma história.
Poderão participar estudantes:
I — matriculados na rede municipal de ensino de Taubaté;
II — com idade entre 11 e 15 anos na data da inscrição;
III — devidamente autorizados por seu responsável legal.
A participação é gratuita.
A participação será exclusivamente individual.
Cada ilustração deverá ser criada por um único estudante. Não serão aceitos trabalhos coletivos.
Cada estudante poderá inscrever até três ilustrações.
O envio de mais de uma ilustração não garante que todas sejam selecionadas para o livro.
Chamada de ilustrações estudantis
Realização:
Prefeitura de Taubaté
Secretaria de Educação
1.1.
A mostra Ler Mais Lobato é uma iniciativa da Prefeitura de Taubaté, através da Secretaria de Educação, destinada a incentivar a leitura, a interpretação literária e a criação artística entre estudantes da rede municipal de ensino.
1.2.
A iniciativa visa incentivar a leitura da obra de Monteiro Lobato. Para isto, o projeto convida os estudantes a ler trechos selecionados da obra de Monteiro Lobato e a criar ilustrações autorais a partir de suas próprias interpretações.
1.3.
A ilustração será compreendida como uma forma de leitura e expressão. O estudante não precisará representar literalmente tudo o que acontece no trecho escolhido, podendo criar cenas, atmosferas, personagens, símbolos e outras soluções visuais relacionadas ao texto.
1.4.
A Mostra Ler Mais Lobato possui caráter cultural, educativo, editorial e não competitivo.
1.5.
Não haverá classificação, ranking, premiação, primeiro, segundo ou terceiro lugar. A seleção dos trabalhos terá finalidade exclusivamente curatorial e editorial.
A Mostra Ler Mais Lobato tem como objetivos:
I — estimular o interesse pela leitura e pela literatura brasileira em geral e, em especial, pela obra de Monteiro Lobato;
II — aproximar os estudantes da obra de Monteiro Lobato por meio de uma leitura contextualizada e crítica;
III — incentivar a interpretação, a imaginação e a autoria dos estudantes;
IV — reconhecer a ilustração como linguagem artística e forma de leitura;
V — ampliar o repertório literário e visual dos participantes;
VI — valorizar diferentes técnicas, perspectivas e formas de expressão;
VII — formar um conjunto plural de interpretações visuais produzidas por estudantes da rede municipal de ensino de Taubaté;
VIII — divulgar as ilustrações selecionadas pela comissão de análise, através de um livro e dos materiais institucionais do projeto.
3.1.
Poderão participar estudantes:
I — matriculados na rede municipal de ensino de Taubaté;
II — com idade entre 11 e 15 anos na data da inscrição;
III — devidamente autorizados por seu responsável legal.
3.2.
A participação é gratuita.
3.3.
A participação será exclusivamente individual.
3.4.
Cada ilustração deverá ser criada por um único estudante. Não serão aceitos trabalhos coletivos.
3.5.
Cada estudante poderá inscrever até três ilustrações.
3.6.
O envio de mais de uma ilustração não garante que todas sejam selecionadas para o livro.
4.1.
O projeto disponibilizará no site oficial uma seleção de trechos da obra de Monteiro Lobato a serem ilustrados pelos participantes.
4.2.
O estudante deverá escolher um dos trechos disponibilizados e criar sua ilustração a partir da leitura e da interpretação desse texto.
4.3.
Não serão aceitas ilustrações produzidas a partir de passagens que não façam parte da seleção oficial do projeto.
4.4.
A ilustração deverá manter uma relação perceptível com o trecho escolhido, mas não precisará representar literalmente todos os fatos narrados.
4.5.
O estudante poderá escolher diferentes cenas, personagens, atmosferas, pontos de vista, símbolos ou elementos sugeridos pelo texto, desde que sua criação demonstre uma relação interpretativa com o trecho.
4.6.
Os trechos deverão ser trabalhados com a mediação dos professores sempre que houver necessidade de explicação de vocabulário, contexto histórico, situação narrativa ou conteúdo sensível.
5.1.
A ilustração deverá ser uma criação própria e individual do estudante.
5.2.
Professores, familiares e responsáveis poderão orientar, conversar, apresentar referências, auxiliar na compreensão do trecho e apoiar o processo de criação, mas não poderão desenhar, pintar, finalizar ou executar a ilustração em nome do estudante.
5.3.
Não serão aceitos trabalhos:
I — produzidos por outra pessoa;
II — copiados total ou parcialmente de livros, revistas, sites, redes sociais ou outras fontes;
III — reproduzidos diretamente de ilustrações já existentes da obra de Monteiro Lobato;
IV — obtidos por decalque ou reprodução mecânica de imagens de terceiros;
V — produzidos total ou parcialmente por ferramentas de inteligência artificial generativa;
VI — que utilizem personagens, fotografias, ilustrações ou outros elementos protegidos pertencentes a terceiros, sem a devida autorização;
VII — que apresentem como autoral um trabalho realizado por outra pessoa.
5.4.
O estudante poderá consultar referências visuais, desde que não as copie e desenvolva uma solução própria.
5.5.
A identificação de cópia, falsa declaração de autoria ou interferência direta de terceiros poderá resultar na não aceitação ou na retirada do trabalho, inclusive depois da divulgação do resultado.
6.1.
A ilustração original deverá ser produzida em papel, em um dos seguintes formatos:
I — A4, medindo aproximadamente 21 × 29,7 centímetros;
II — A3, medindo aproximadamente 29,7 × 42 centímetros.
6.2.
A ilustração poderá ser produzida na orientação vertical ou horizontal.
6.3.
Serão aceitas técnicas manuais, entre elas:
I — lápis de cor;
II — lápis grafite;
III — giz de cera;
IV — pastel seco ou oleoso;
V — caneta;
VI — nanquim;
VII — aquarela;
VIII — guache;
IX — tinta acrílica;
X — colagem;
XI — técnica mista;
XII — outras técnicas manuais realizadas sobre papel.
6.4.
No caso de colagem, os materiais utilizados deverão respeitar os direitos de terceiros. Não deverão ser empregadas imagens protegidas ou fotografias de pessoas identificáveis sem autorização.
6.5.
Não serão aceitas ilustrações criadas integralmente por meios digitais.
6.6.
Pequenos ajustes destinados exclusivamente à digitalização — como enquadramento, rotação, correção de perspectiva, luminosidade e contraste — serão permitidos, desde que não alterem o conteúdo da ilustração original.
6.7.
Não serão permitidas manipulações digitais que acrescentem, retirem ou modifiquem elementos do trabalho original.
7.1.
A ilustração deverá ser fotografada ou digitalizada com boa iluminação, nitidez e enquadramento.
7.2.
O arquivo deverá apresentar somente a ilustração, evitando a presença de mãos, objetos, mesas, sombras intensas, reflexos ou elementos externos.
7.3.
O arquivo digital deverá:
I — estar em formato JPEG ou PDF;
II — apresentar resolução de 300 dpi;
III — possuir tamanho máximo provisório de 20 MB por arquivo;
IV — permitir a visualização integral e nítida do trabalho.
7.4.
O limite de 20 MB é provisório e poderá ser alterado pela organização antes da abertura das inscrições. O limite definitivo constará no formulário disponível no site oficial.
7.5.
Não deverão ser inseridos sobre a ilustração o nome do estudante, assinatura completa, idade, nome da escola, telefone, endereço ou qualquer outro dado pessoal.
7.6.
Os dados de identificação deverão ser informados apenas nos campos próprios do formulário de inscrição.
8.1.
As inscrições serão realizadas exclusivamente por meio do formulário disponível no site oficial do projeto.
8.2.
O formulário poderá ser preenchido pelo estudante ou por seu responsável legal. A inscrição somente será validada após a manifestação e a autorização expressa do responsável legal nos campos indicados.
8.3.
Para cada ilustração inscrita, deverão ser informados:
I — dados necessários à identificação do estudante;
II — idade do estudante;
III — escola em que está matriculado;
IV — identificação do responsável legal;
V — trecho literário escolhido;
VI — técnica utilizada;
VII — arquivo digital da ilustração;
VIII — declarações e autorizações obrigatórias.
8.4.
Caso o estudante envie mais de uma ilustração, deverá realizar o procedimento indicado no formulário para cada trabalho.
8.5.
Não serão aceitos trabalhos enviados por e-mail, redes sociais, aplicativos de mensagens, links externos ou outros meios não previstos pela organização.
8.6.
A organização não se responsabilizará por inscrições não concluídas devido a arquivos corrompidos, informações incompletas, falhas no dispositivo do participante ou envio realizado após o prazo.
8.7.
O participante e seu responsável deverão conferir as informações e os arquivos antes de concluir a inscrição.
8.8.
A inscrição não garante a seleção ou a publicação da ilustração.
Para fins de organização desta versão do regulamento, fica estabelecido o seguinte cronograma provisório:
I — abertura das inscrições: 17 de agosto de 2026;
II — encerramento das inscrições: 18 de setembro de 2026, às 23h59;
III — análise das ilustrações: 21 de setembro a 9 de outubro de 2026;
IV — divulgação dos trabalhos selecionados: 16 de outubro de 2026;
V — prazo para eventual reenvio de arquivos: até cinco dias úteis após a comunicação da organização;
VI — publicação da mostra digital e previsão de lançamento do livro: data a ser divulgada no site oficial.
9.1.
Todas as datas acima são provisórias e deverão ser substituídas ou confirmadas pela organização antes da publicação oficial do regulamento.
9.2.
Qualquer alteração no cronograma será divulgada no site oficial do projeto.
10.1.
A seleção será realizada por uma Comissão de Seleção composta por ilustradores, artistas e escritores escolhidos pela organização do projeto.
10.2.
A Comissão analisará os trabalhos de acordo com os critérios estabelecidos neste regulamento.
10.3.
A seleção não estabelecerá classificação, colocação ou comparação pública entre os participantes.
10.4.
A Comissão buscará formar um conjunto editorial plural, capaz de representar diferentes idades, técnicas, interpretações, soluções visuais e maneiras de ler os trechos disponibilizados.
10.5.
A quantidade de ilustrações selecionadas será definida após o encerramento das inscrições, considerando:
I — a quantidade de trabalhos recebidos;
II — os critérios editoriais da mostra;
III — a qualidade e a diversidade do conjunto;
IV — as possibilidades técnicas e editoriais do site, do livro e dos demais materiais do projeto.
10.6.
Não haverá número mínimo ou máximo previamente determinado de ilustrações selecionadas.
As ilustrações serão analisadas considerando os seguintes critérios:
I — relação interpretativa com o trecho escolhido;
II — autoria e desenvolvimento de uma solução visual própria;
III — imaginação e originalidade;
IV — força expressiva da imagem;
V — coerência entre a ideia e a solução visual apresentada;
VI — capacidade de criar cenas, atmosferas, personagens, símbolos ou pontos de vista relacionados ao texto;
VII — diversidade de interpretações e linguagens;
VIII — contribuição do trabalho para a formação de um conjunto editorial plural;
IX — possibilidade de reprodução técnica no site, no livro e nos materiais do projeto;
X — respeito às regras deste regulamento.
11.1.
A habilidade técnica não será o critério dominante da seleção.
11.2.
Não será privilegiado o estudante que utilizar materiais mais caros, técnicas sofisticadas ou que já tenha frequentado cursos de arte.
11.3.
A Comissão considerará a idade do estudante e reconhecerá que participantes de 11 a 15 anos podem apresentar diferentes níveis de experiência, domínio técnico e capacidade de expressão.
11.4.
Uma ilustração não será prejudicada apenas por apresentar desenho simples, desde que demonstre autoria, relação com o texto e força expressiva.
Poderão não ser aceitos ou poderão ser retirados da seleção os trabalhos que:
I — não estejam relacionados a um dos trechos disponibilizados pelo projeto;
II — sejam enviados fora do prazo;
III — não atendam aos formatos ou às especificações técnicas;
IV — sejam produzidos por mais de um estudante;
V — apresentem indícios de cópia, plágio ou falsa declaração de autoria;
VI — tenham sido executados por professores, familiares, responsáveis ou terceiros;
VII — sejam produzidos total ou parcialmente por inteligência artificial generativa;
VIII — utilizem indevidamente obras, imagens ou personagens protegidos de terceiros;
IX — apresentem conteúdo discriminatório, ofensivo ou que exponha indevidamente outras pessoas;
X — contenham dados pessoais inseridos diretamente na imagem;
XI — contrariem outras disposições deste regulamento.
12.1.
Quando o problema estiver relacionado apenas à qualidade do arquivo digital, a organização poderá solicitar um novo envio antes de excluir o trabalho.
13.1.
O resultado da seleção será divulgado exclusivamente no site oficial do projeto, na data indicada no cronograma.
13.2.
A divulgação apresentará a relação dos trabalhos selecionados de acordo com as autorizações concedidas pelos responsáveis legais.
13.3.
A seleção não estabelecerá vencedores, colocações ou ordem de mérito.
13.4.
A organização poderá entrar em contato com o responsável legal para solicitar informações ou confirmar dados.
13.5.
É responsabilidade do participante e de seu responsável acompanhar as informações e as atualizações publicadas no site oficial.
14.1.
Caso uma ilustração selecionada tenha sido enviada com resolução, enquadramento ou qualidade insuficiente para reprodução, o responsável legal será comunicado e deverá encaminhar um novo arquivo digital dentro do prazo informado pela organização.
14.2.
O novo arquivo deverá reproduzir a mesma ilustração inscrita.
14.3.
A solicitação de novo arquivo não autoriza a criação de outro trabalho nem a alteração substancial da ilustração selecionada.
14.4.
O não envio do novo arquivo no prazo informado poderá impossibilitar a publicação da ilustração, sem que isso implique a seleção automática de outro trabalho.
14.5.
Não será solicitada a entrega do original físico.
15.1.
As ilustrações selecionadas poderão integrar:
I — o site oficial do Ler Mais Lobato;
II — o livro do projeto;
III — as redes sociais institucionais;
IV — peças de divulgação;
V — materiais educativos, editoriais e institucionais diretamente relacionados ao Ler Mais Lobato;
VI — o acervo institucional do projeto.
15.2.
Não haverá exposição presencial dos trabalhos originais nesta edição.
15.3.
A eventual utilização das ilustrações terá finalidade cultural, educativa, editorial e institucional, sem pagamento ao estudante ou ao responsável legal.
15.4.
A organização não poderá utilizar as ilustrações para finalidade comercial estranha ao projeto sem nova autorização específica do responsável legal e sem respeito aos direitos do autor.
16.1.
Como todos os participantes são menores de 18 anos, a autorização para publicação da ilustração deverá ser concedida expressamente pelo responsável legal.
16.2.
A autorização para eventual publicação da ilustração selecionada será condição obrigatória para a conclusão da inscrição.
16.3.
Ao concluir a inscrição, o responsável legal autorizará, de forma gratuita e não exclusiva, a reprodução e a publicação da ilustração selecionada nos meios e materiais previstos neste regulamento e no termo apresentado no formulário.
16.4.
A autorização não transferirá a autoria da ilustração para a Prefeitura de Taubaté ou para a organização do projeto.
16.5.
A autoria continuará pertencendo ao estudante.
16.6.
Poderão ser realizados exclusivamente os ajustes técnicos necessários à publicação, como:
I — redução ou ampliação proporcional;
II — adequação de enquadramento;
III — tratamento de luminosidade e contraste;
IV — conversão de formato ou modo de cor;
V — inserção em páginas, capas, legendas e composições editoriais.
16.7.
Os ajustes não poderão alterar o sentido, os elementos essenciais ou a autoria do trabalho.
16.8.
O prazo, os meios, o alcance territorial e as demais condições da autorização serão detalhados no termo integrante do formulário de inscrição e submetidos à validação do jurídico da Secretaria de Educação da Prefeitura de Taubaté.
17.1.
A autorização para publicação da ilustração não significará autorização automática para divulgação de todos os dados pessoais do estudante.
17.2.
A divulgação do nome completo, idade e escola dependerá de autorização específica e destacada do responsável legal.
17.3.
Caso essa autorização não seja concedida, a organização avaliará uma forma de publicação que preserve a identidade do estudante, observadas as regras aprovadas pela Prefeitura.
17.4.
Fotografia, imagem, voz, vídeo ou depoimento do estudante somente poderão ser captados ou divulgados mediante autorização específica do responsável legal.
17.5.
A recusa em autorizar a divulgação de fotografia, imagem, voz ou depoimento não poderá impedir a participação do estudante ou a avaliação de sua ilustração.
18.1.
Serão solicitados apenas os dados necessários para:
I — confirmar a participação e a elegibilidade do estudante;
II — identificar a escola;
III — entrar em contato com o responsável legal;
IV — organizar o processo de seleção;
V — verificar as autorizações;
VI — publicar as ilustrações selecionadas, de acordo com as autorizações concedidas;
VII — cumprir obrigações administrativas, legais e de prestação de contas.
18.2.
Os dados pessoais serão tratados pela Prefeitura de Taubaté, por meio do órgão municipal responsável pelo projeto, conforme a legislação aplicável e as normas municipais de proteção de dados.
18.3.
O acesso aos dados será limitado aos profissionais e prestadores autorizados que necessitem dessas informações para executar as atividades do projeto.
18.4.
Os dados não serão utilizados para publicidade comercial nem compartilhados para finalidades estranhas ao Ler Mais Lobato, salvo obrigação legal.
18.5.
O prazo de armazenamento, os procedimentos de segurança, os canais para solicitação de correção e as demais informações sobre o tratamento dos dados constarão no aviso de privacidade apresentado no site e no formulário de inscrição.
18.6.
O contato para questões relacionadas aos dados pessoais e às autorizações será informado no site oficial do projeto.
19.1.
Ao concluir a inscrição, o estudante e seu responsável legal declaram que:
I — as informações fornecidas são verdadeiras;
II — o estudante atende às condições de participação;
III — a ilustração foi criada individualmente pelo estudante;
IV — o trabalho não constitui cópia ou reprodução indevida de obra de terceiros;
V — o trabalho não foi produzido total ou parcialmente por inteligência artificial generativa;
VI — conhecem e aceitam as regras deste regulamento;
VII — concedem as autorizações obrigatórias apresentadas no formulário.
19.2.
O responsável legal responderá pela veracidade das informações fornecidas e pelas autorizações concedidas.
19.3.
A organização poderá solicitar documentos ou informações adicionais quando necessários para confirmar a participação, a autoria ou as autorizações.
20.1.
Todas as informações oficiais, alterações de cronograma, orientações de envio e resultados serão divulgados no site oficial do projeto.
20.2.
Dúvidas sobre a participação deverão ser encaminhadas pelo canal oficial informado no site.
20.3.
Informações divulgadas por canais não oficiais não substituirão as comunicações publicadas pela organização.
21.1.
A inscrição implicará conhecimento e aceitação deste regulamento pelo participante e por seu responsável legal.
21.2.
A participação na mostra não garante seleção, publicação ou inclusão da ilustração no livro.
21.3.
A organização poderá corrigir informações, alterar datas ou realizar ajustes necessários ao desenvolvimento do projeto, mediante divulgação no site oficial.
21.4.
As alterações não poderão reduzir a proteção dos estudantes, modificar retroativamente os critérios de seleção ou ampliar os usos autorizados das ilustrações sem comunicação e, quando necessário, nova autorização.
21.5.
Situações não previstas neste regulamento serão analisadas pela organização do projeto, respeitando seus objetivos educativos, culturais e institucionais e o melhor interesse dos estudantes.
21.6.
A redação final deste regulamento, do formulário de inscrição, dos termos de autorização, do aviso de privacidade e das cláusulas relativas à publicação das ilustrações será submetida ao jurídico da Secretaria de Educação da Prefeitura de Taubaté.
21.7.
Este regulamento entrará em vigor na data de sua publicação no site oficial do Ler Mais Lobato.
Taubaté, 4 de setembro de 2026.
Prefeitura de Taubaté
Ler Mais Lobato
Para fins de organização desta versão do regulamento, fica estabelecido o seguinte cronograma provisório:
I — abertura das inscrições: 17 de agosto de 2026;
II — encerramento das inscrições: 18 de setembro de 2026, às 23h59;
III — análise das ilustrações: 21 de setembro a 9 de outubro de 2026;
IV — divulgação dos trabalhos selecionados: 16 de outubro de 2026;
V — prazo para eventual reenvio de arquivos: até cinco dias úteis após a comunicação da organização;
VI — publicação da mostra digital e previsão de lançamento do livro: data a ser divulgada no site oficial.
Todas as datas acima são provisórias e deverão ser substituídas ou confirmadas pela organização antes da publicação oficial do regulamento.
Qualquer alteração no cronograma será divulgada no site oficial do projeto.
A ilustração original deverá ser produzida em papel, em um dos seguintes formatos:
I — A4, medindo aproximadamente 21 × 29,7 centímetros;
II — A3, medindo aproximadamente 29,7 × 42 centímetros.
A ilustração poderá ser produzida na orientação vertical ou horizontal.
Serão aceitas técnicas manuais, entre elas:
I — lápis de cor;
II — lápis grafite;
III — giz de cera;
IV — pastel seco ou oleoso;
V — caneta;
VI — nanquim;
VII — aquarela;
VIII — guache;
IX — tinta acrílica;
X — colagem;
XI — técnica mista;
XII — outras técnicas manuais realizadas sobre papel.
No caso de colagem, os materiais utilizados deverão respeitar os direitos de terceiros. Não deverão ser empregadas imagens protegidas ou fotografias de pessoas identificáveis sem autorização.
Não serão aceitas ilustrações criadas integralmente por meios digitais.
Pequenos ajustes destinados exclusivamente à digitalização — como enquadramento, rotação, correção de perspectiva, luminosidade e contraste — serão permitidos, desde que não alterem o conteúdo da ilustração original.
Não serão permitidas manipulações digitais que acrescentem, retirem ou modifiquem elementos do trabalho original.
DIGITALIZAÇÃO DO TRABALHO
A ilustração deverá ser fotografada ou digitalizada com boa iluminação, nitidez e enquadramento.
O arquivo deverá apresentar somente a ilustração, evitando a presença de mãos, objetos, mesas, sombras intensas, reflexos ou elementos externos.
O arquivo digital deverá:
I — estar em formato JPEG ou PDF;
II — apresentar resolução de 300 dpi;
III — possuir tamanho máximo provisório de 20 MB por arquivo;
IV — permitir a visualização integral e nítida do trabalho.
O limite de 20 MB é provisório e poderá ser alterado pela organização antes da abertura das inscrições. O limite definitivo constará no formulário disponível no site oficial.
Não deverão ser inseridos sobre a ilustração o nome do estudante, assinatura completa, idade, nome da escola, telefone, endereço ou qualquer outro dado pessoal.
Os dados de identificação deverão ser informados apenas nos campos próprios do formulário de inscrição.
As ilustrações serão analisadas considerando os seguintes critérios:
I — relação interpretativa com o trecho escolhido;
II — autoria e desenvolvimento de uma solução visual própria;
III — imaginação e originalidade;
IV — força expressiva da imagem;
V — coerência entre a ideia e a solução visual apresentada;
VI — capacidade de criar cenas, atmosferas, personagens, símbolos ou pontos de vista relacionados ao texto;
VII — diversidade de interpretações e linguagens;
VIII — contribuição do trabalho para a formação de um conjunto editorial plural;
IX — possibilidade de reprodução técnica no site, no livro e nos materiais do projeto;
X — respeito às regras deste regulamento.
A habilidade técnica não será o critério dominante da seleção.
Não será privilegiado o estudante que utilizar materiais mais caros, técnicas sofisticadas ou que já tenha frequentado cursos de arte.
A Comissão considerará a idade do estudante e reconhecerá que participantes de 11 a 15 anos podem apresentar diferentes níveis de experiência, domínio técnico e capacidade de expressão.
Uma ilustração não será prejudicada apenas por apresentar desenho simples, desde que demonstre autoria, relação com o texto e força expressiva.
As inscrições serão realizadas exclusivamente por meio do formulário disponível no site oficial do projeto.
O formulário poderá ser preenchido pelo estudante ou por seu responsável legal. A inscrição somente será validada após a manifestação e a autorização expressa do responsável legal nos campos indicados.
Para cada ilustração inscrita, deverão ser informados:
I — dados necessários à identificação do estudante;
II — idade do estudante;
III — escola em que está matriculado;
IV — identificação do responsável legal;
V — trecho literário escolhido;
VI — técnica utilizada;
VII — arquivo digital da ilustração;
VIII — declarações e autorizações obrigatórias.
Caso o estudante envie mais de uma ilustração, deverá realizar o procedimento indicado no formulário para cada trabalho.
Não serão aceitos trabalhos enviados por e-mail, redes sociais, aplicativos de mensagens, links externos ou outros meios não previstos pela organização.
A organização não se responsabilizará por inscrições não concluídas devido a arquivos corrompidos, informações incompletas, falhas no dispositivo do participante ou envio realizado após o prazo.
O participante e seu responsável deverão conferir as informações e os arquivos antes de concluir a inscrição.
A inscrição não garante a seleção ou a publicação da ilustração.
Assinatura de Lemmo Lemmi, ilustrou o primeiro livro infantil de Monteiro Lobato, A Menina do Narizinho Arrebitado, em 1920. São dele também os desenhos da primeira edição de O Sacy (1921). Já para Fábulas de Narizinho e Fábulas, livros que vieram a seguir, Voltolino usou com maestria a técnica de silhuetas.
Saiba mais em:
https://issuu.com/sescsp/docs/sesc_sao_jose_dos_campos_ilustrador
O alemão Kurt Wiese, que viveu no Brasil por três anos, ilustrou cinco livros de Monteiro Lobato. Wiese, que dominava várias técnicas de ilustração, deu dinamismo aos livros com sequências ao jeito dos quadrinhos, conforme podemos ver em A Caçada da Onça (1924). Em 1927, Kurt Wiese imigrou definitivamente para os Estados Unidos, onde escreveu e ilustrou 20 livros infantis de criação própria e desenhou para outras 300 publicações, de vários autores. O reconhecimento internacional veio em 1929 com Bambi, do austríaco Felix Salten.
Saiba mais em
https://issuu.com/sescsp/docs/sesc_sao_jose_dos_campos_ilustrador
O paulistano Sebastião de Camargo Borges, o Nino, estudou desenho com o professor Benjamin Constant Mello e, ao desenvolver a carreira, foi muito influenciado pelos desenhos de Walt Disney. Com traço vivo e nervoso, ilustrou três livros de Lobato: Aventuras do Príncipe, A Cara de Coruja e O Gato Félix. Sua “feiosa” Emília, como aparece em Aventuras do Príncipe, encabeça uma galeria de personagens com perfis irregulares.
Saiba mais em
https://issuu.com/sescsp/docs/sesc_sao_jose_dos_campos_ilustrador
Além de caricaturista, desenhista e pintor, Benedito de Barros Barreto (1897-1947), o Belmonte, foi jornalista e historiador. Lobato o tinha como “artista integral”. Os desenhos bem acabados de Belmonte ajudaram a popularizar no Brasil o estilo art déco e a fixação pelos detalhes, “paciente labor de reconstituição documentária”, está presente nas estampas e cortes das roupas. Em A Reforma da Natureza, Belmonte mostrou ditadores, reis e presidentes em uma discussão pela paz. (Dona Benta e Tia Nastácia não tardariam a chegar à reunião).
Saiba mais em
https://issuu.com/sescsp/docs/sesc_sao_jose_dos_campos_ilustrador
O “brasileirismo” do ilustrador Jean Gabriel Villin (1906-1979) sempre impressionou Monteiro Lobato. Nascido na França e naturalizado brasileiro, Villin foi um espécie de cartógrafo lírico da geografia lobatiana, concentrado não somente na caracterização dos personagens, mas na ambientação profunda do mundo caipira. Villin chegou ao Brasil em 1925, aos 19 anos, para trabalhar como desenhista numa fábrica de louças, em Porto Ferreira (SP). Mudou-se depois para a cidade de São Paulo, onde fez carreira na publicidade. Segundo ele, “Lobato possuía uma grande sensibilidade artística e, embora deixasse o ilustrador à vontade, sabia perfeitamente o que convinha para os seus livros”.
Saiba mais em
https://issuu.com/sescsp/docs/sesc_sao_jose_dos_campos_ilustrador
Jurandyr Ubirajara Campos (1903-1972) ilustrou o maior número de livros de Monteiro Lobato. Desenvolveu seu talento nas pranchetas do jornal The New York Times, em Nova York, em temporada de estudo e trabalho nos Estados Unidos. Após sua volta ao Brasil, em 1930, debruçou-se nos personagens do Sítio, promovendo uma competente releitura da obra pioneira de Voltolino. A estada do ilustrador nos EUA coincide com a de Monteiro Lobato, que foi adido comercial do Consulado Brasileiro em Nova York. Foi nesse período que J.U. Campos casou-se com Martha, filha de Lobato, dando ao escritor a neta Joyce. No Brasil, com o incentivo do sogro, o ilustrador passou a se dedicar à pintura e suas obras receberam inúmeros prêmios e láureas. Reproduções de pranchas coloridas a óleo de J.U. Campos acompanham todos os volumes da obra completa de Lobato.
Saiba mais em
https://issuu.com/sescsp/docs/sesc_sao_jose_dos_campos_ilustrador
O argentino Raphael de Lamo imprimiu sua marca ilustrando apenas um livro de Lobato: Histórias de Tia Nastácia, de 1937. São histórias do imaginário popular de vários países, com a explicação da sábia Dona Benta para a palavra folclore: “são as coisas que o povo sabe por boca, de um contar para o outro…” Na capa de cores fortes, Lamo desenhou uma Tia Nastácia menos caricatural, com os naturais atributos da raça negra e seus costumes. Narizinho, Pedrinho e Emília escutam atentamente as histórias tendo como pano de fundo um mosaico de motivos folclóricos de todo o mundo.
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Pouco se sabe sobre a vida e a obra de Rodolpho Marques de Sousa, que ilustrou O Picapau Amarelo, em 1939, e que no mesmo ano trabalhou em parceria com Belmonte, em O Minotauro. Ficaram célebres as cartinhas dos leitores mirins de Lobato, onde reclamam dos desenhos de Rodolpho. O menino Severino de Moura Carneiro Júnior escreveu para o “amigo” Monteiro Lobato, em 1945: “Ele [Rodolpho] faz Dona Benta feia. Tia Nastácia toda desajeitada, o Visconde nem parece o Visconde, Emília uma coisa horrorosa, Pedrinho e Narizinho nem se fala”. Já a menina Edith, toda diplomática, escreveu a Lobato sobre os ótimos desenhos de Belmonte e Rodolpho, citando O Minotauro, onde Rodolpho mostra uma requintada técnica a bico de pena.
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André Le Blanc (1921-1998) ilustrou as obras completas de Monteiro Lobato, publicada em 1947, em 17 volumes, tal como o escritor havia organizado. O único título que Le Blanc não desenhou foi Os Doze Trabalhos de Hércules, que ficou por conta de J.U. Campos. Os traços de Le Blanc acabaram sacramentando a “fisionomia” de cada um dos personagens do Sítio. Nascido no Haiti, Le Blanc imigrou para os Estados Unidos, onde foi educado. Casado com a diplomata brasileira Elvira Telles, Le Blanc veio para o Brasil no final dos anos 1940, e foi um dos primeiros professores do Museu de Arte Moderna do Rio. Maurício de Sousa, o pai da Mônica, foi seu aluno. Le Blanc teve seu trabalho reconhecido pelo governo brasileiro ao ser condecorado com a medalha Cruzeiro do Sul.
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Nascido em Santos, Augusto Mendes da Silva (1917-2008) viveu a maior parte da vida em São Paulo, onde conheceu Lobato, vizinho de escritório. As capas que fez (“sei que as vendas aumentaram depois dos meus desenhos”) trouxeram impacto à coleção de Lobato, que não via a hora de unificar o layout de sua obra. A base preta dos desenhos recebeu cores fortes, em combinações inusitadas, com ênfase nos enquadramentos arrojados, tal o da capa de Reinações de Narizinho, em big-close. O ilustrador assinava a peça como AVGVSTVS, classicamente, como se em mármore de um templo romano.
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Raquel Matsushita é escritora, ilustradora e designer gráfico. Sócia do escritório Entrelinha Design, graduou-se em Publicidade e Propaganda pela Universidade Metodista de São Paulo e se especializou nos cursos de Design gráfico, Cor e Tipografia na School of Visual Arts, de Nova York. Trabalhou nas editoras Abril e Globo. Recebeu por duas vezes o prêmio internacional Image of the book (Bologna Book Fair) em 2021 e 2020. Recebeu por duas vezes o Prêmio Jabuti, possui livros premiados e selecionados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – fnlij, Prêmio Literário da Biblioteca Nacional, Selo Cátedra puc/Unesco, Catálogo fnlij de Bolonha, pnbe/mec, pnld, Bienal Brasileira de Design gráfico – adg, entre outras premiações. Autora dos livros Mínimo múltiplo comum e Fundamentos gráficos para um design consciente, além de mais de trinta livros para infância. Site: www.entrelinha.art.br
José Bento Monteiro Lobato nasceu em Taubaté, no interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882. Registrado como José Renato Monteiro Lobato, ainda jovem adotou o nome José Bento – ele queria ter as mesmas iniciais gravadas numa bengala que pertencera ao pai. Conhecido como Juca pela família, passou parte da infância na fazenda do avô materno, o visconde de Tremembé, onde conviveu com o ambiente rural do Vale do Paraíba. Gostava de pescar, andar a cavalo, ler livros de aventura, desenhar e inventar histórias. Algumas de suas primeiras experiências de escrita apareceram em jornais escolares.
Lobato perdeu o pai em 1898 e a mãe no ano seguinte, quando ainda era adolescente. Seu desejo era estudar belas-artes e tornar-se pintor, mas o avô insistiu para que cursasse Direito. Em 1900, ele ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo. Interessava-se menos pelas disciplinas jurídicas do que pelos grupos literários, pelas caricaturas e pelos jornais que ajudava a produzir. Formou-se em 1904 e, alguns anos depois, tornou-se promotor público em Areias. Em 1908, casou-se com Maria Pureza da Natividade, a Purezinha, com quem teve quatro filhos.
Com a morte do avô, em 1911, Lobato herdou a fazenda Buquira, na região que hoje pertence ao município de Monteiro Lobato. Tentou modernizar a produção, mas a experiência como fazendeiro não deu o resultado esperado. Desse contato com a vida rural surgiram artigos como “Velha praga” e “Urupês”, publicados em 1914 no jornal O Estado de S.Paulo. Neles apareceu Jeca Tatu, personagem que provocou intensa discussão por representar o trabalhador do campo como atrasado, doente e abandonado. Mais tarde, o próprio Lobato reviu parte dessa interpretação e passou a relacionar a situação do Jeca à pobreza, às doenças e à falta de saneamento.
Em 1917, vendeu a fazenda e mudou-se com a família para São Paulo. No ano seguinte, publicou Urupês, seu primeiro grande sucesso. Logo se tornou editor e ajudou a transformar o mercado de livros no país: publicou autores novos, investiu em capas atraentes, preços mais acessíveis e formas de distribuição que levavam os livros para além das poucas livrarias existentes. Lobato fundou a sua primeira editora em 1920, a Monteiro Lobato & Cia, que faliu em 1925, mas deu origem à Companhia Editora Nacional, que se tornaria uma das editoras mais importantes do Brasil.
A literatura infantil ocupou um lugar cada vez maior em sua obra. A partir de A menina do narizinho arrebitado, publicada em 1920, Lobato criou e desenvolveu o universo do Sítio do Picapau Amarelo. Dona Benta, Narizinho, Pedrinho, Emília, Visconde de Sabugosa, Tia Nastácia e outros personagens passaram a viver aventuras em que o cotidiano brasileiro se misturava com o folclore, a ciência, a história e personagens da literatura universal. Em livros como Reinações de Narizinho, O Saci, Memórias da Emília, O Picapau Amarelo e A chave do tamanho, as crianças não aparecem apenas como ouvintes: elas perguntam, discordam, inventam e transformam o mundo ao redor.
Lobato, porém, não foi somente escritor. Foi também jornalista, tradutor, editor, empresário e participante ativo dos debates de seu tempo. Entre 1927 e 1931, viveu em Nova York como adido comercial do Brasil. Impressionado com o desenvolvimento industrial dos Estados Unidos, voltou convencido de que o ferro e o petróleo eram essenciais para o futuro brasileiro. Criou empresas petrolíferas, escreveu livros e artigos sobre o petróleo e entrou em conflito com o governo de Getúlio Vargas. Depois de enviar uma carta com duras acusações sobre a política do petróleo, foi preso em 1941 durante o Estado Novo, período marcado pela ditadura e pela censura.
Sua trajetória também possui contradições que não devem ser escondidas. Em textos literários, artigos e cartas, Lobato expressou ideias racistas e eugenistas que circulavam entre muitos intelectuais de sua época, mas hoje são claramente inaceitáveis. Algumas descrições de personagens negros e do povo brasileiro reproduzem estereótipos ofensivos. Ao mesmo tempo, obras como o conto Negrinha denunciam a crueldade do racismo e da herança escravista. Essa tensão não elimina a importância de Lobato, mas exige que sua obra seja lida com atenção crítica, considerando tanto sua força literária quanto os limites e preconceitos presentes no seu tempo. A professora Dra. Cilza Carla Bignotto é a pesquisadora que aborda essa questão do racismo e do contraditório em Lobato com a maior seriedade e aprofundamento na atualidade.*
Monteiro Lobato morreu em São Paulo, em 4 de julho de 1948, aos 66 anos. Deixou uma obra extensa para adultos e crianças e uma contribuição decisiva para a história editorial brasileira. Seus livros atravessaram gerações, receberam inúmeras ilustrações e adaptações para rádio, teatro e televisão. Ler Lobato hoje significa entrar em contato com um autor que renovou a literatura infantil e ampliou o espaço do livro no Brasil.
*Leia o texto Mestre ou monstro? da Dra. Cilza Carla Bignotto no link
https://cilza.substack.com/p/mestre-ou-monstro
FONTE: site www.monteirolobato.com mantido por Cléo Monteiro Lobato, bisneta do escritor